Em dezembro de 2025 a República Centro Africana passou por um pleito liderado por dois candidatos, o candidato à reeleição Faustin-Archange Touadéra, e o opositor Anicet-Georges Dologuélé. O embate eleitoral, vencido por Touadera com acusações de fraude, refletiu diferentes respostas à guerra civil iniciada em 2013, marcada pelo conflito entre a minoria muçulmana, e a maioria cristã e animista.
Touadéra, no poder desde 2016, governa a partir de uma lógica de centralização autocrática do poder, de forte apoio de segurança internacional, principalmente russa, e uso de alianças e negociação com grupos armados. Em oposição, Dologuélé, governante antes do conflito de 2013, defende uma agenda baseada em maior autonomia externa, reformas institucionais profundas e um processo de reconciliação nacional sustentado por soluções políticas e estruturais, rejeitando a dependência de pactos com facções armadas.